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PM que estava desaparecida é encontrada morta em canavial


Foi encontrado na noite desta sexta-feira (12) o corpo da policial militar Larissa Santos Velasco, moradora de Leme (SP) que estava desaparecida desde a noite de quarta-feira (10). O marido dela, Gleiser Nunes Velasco, de 27 anos, se entregou à polícia e confessou o assassinato da jovem de 21 anos, segundo informou o Jornal da EPTV. O homem levou os agentes até o local onde o corpo da soldado foi deixado, em um canavial no Distrito Industrial.

O homem chegou na delegacia de Leme por volta das 17h30 e entrou pelos fundos para não chamar a atenção. Logo depois, ele saiu em viaturas da policia para mostrar onde abandonou o corpo. O motivo e a forma como ele executou a esposa ainda são desconhecidos.

A mulher trabalhava na Polícia Militar de Limeira (SP), mas morava na casa da avó no Jardim São José, em Leme, junto com o marido. Ela foi vista pela última vez na quarta por uma vizinha, quando recebia um lanche.

A família só se deu conta do desaparecimento no dia seguinte quando amigas da policial foram buscar Larissa para trabalhar em Limeira. "A vizinha da minha mãe veio falar que as moças estavam chamando ela. Ai minha mãe foi perceber que ela não estava. Quando as moças chegaram na corporação de Limeira, o batalhão fez uma ligação para a PM de Leme e uma viatura veio até a casa da minha mãe saber o porquê dela não ter comparecido ao trabalho", explicou a mãe da vítima, Cristina de Oliveira, em entrevista à EPTV durante a tarde, antes de saber do homicídio.

'Feito uma burrada'

Larrisa se formou como soldado da PM no final de maio. Ela e Gleiser estavam casados há um ano. A mãe dele, Ozalena Ribeiro, tinha visto o filho pela última vez na quarta. "Ele estava organizando os documentos para poder levar para São Paulo porque ele também estava tentando ingressar na polícia. Estava normal, sem problema nenhum. Ainda perguntei da Larissa, que estava de folga", disse. Ela ainda explicou que o filho ligou para o irmão. "Falou que tinha feito uma burrada e que ia ter que sumir".

Ciúmes

A tia de Larissa, Maria Oliveira, disse que Gleiser era muito ciumento. "Demonstrava muita frieza. Ela não tinha o prazer nem de conversar comigo e com as primas, porque ele tinha que estar do lado escutando o que estávamos conversando".

Investigações

Até a publicação, a perícia de Limeira ainda trabalhava no canavial onde o corpo foi encontrado. O homem foi levado de volta para a delegacia, onde presta depoimento com a delegada da mulher, Adriana Galone, que ainda não se pronunciou sobre as providências que serão tomadas e para onde ele será levado.