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Jornalista lemense presenciou terremoto no Chile


De férias no Chile, a primeira noite do brasileiro Tiago Pentedo na capital Santiago foi marcada por pânico e desespero após o forte terremoto que atingiu o país na quarta-feira (16). "Quem passa por essa experiência pela primeira vez, não tem como esquecer. Foi assustador", relatou nesta quinta-feira (17) o jornalista que mora em Leme.

O terremoto causou a morte de pelo menos 11 pessoas e tirou 1 milhão de casa. Ondas de até 4,5 metros atingiram a cidade de Coquimbo. O tremor inicial foi às 19h54 (hora local, mesma de Brasília) e houve pelo menos 11 réplicas de tremores com magnitude maior que 4,4, segundo o serviço sismológico chileno. De acordo com o Centro Nacional de Sismologia da Universidad de Chile, o sismo teve seu epicentro localizado 36 quilômetros ao oeste da cidade de Canela e a 11 quilômetros de profundidade. O epicentro do tremor foi no mar, a 243 km de Santiago e a pouco mais de 10 km da costa.

Penteado disse que estava no apartamento, deitado no sofá, quando ouviu uma barulho muito forte. "Era como se a terra estivesse rasgando, o prédio começou a balançar de um lado para outro, foi preciso se apoiar na parede. Eu gritei para o meu amigo correr e saí", relatou.
Segundo o jornalista, as pessoas que estavam nos apartamentos vizinhos saíram pelo corredor e seguiram para a escada de emergência. "Desci 11 andares em segundos. Tinha muito brasileiro, foi uma gritaria total, tinha muita gente chorando. Alguns chilenos, entretanto, permaneceram dentro dos apartamentos", contou.

A magnitude do tremor foi 8,3, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) -- o serviço sismológico chileno informou 8,4. As autoridades locais determinaram a evacuação das áreas litorâneas, enquanto imagens de televisão mostravam sirenes de alerta ativadas. O terremoto de 2010, que deixou centenas de mortos no Chile, teve magnitude 8,8.

Penteado contou que após o tremor mais forte tiveram mais duas réplicas. "No decorrer da noite o prédio balançou umas quatro vezes. Percebi porque coloquei um copo com água e vi treme. Nem consegui dormir, não tem como porque por mais que o prédio pare de balançar dá medo que outro tremor aconteça", disse o jornalista que fica no país até a próxima segunda-feira (21)