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Avó fala sobre morte da neta e prisão da filha acusada de encobrir o crime no Itamaraty


A avó da bebê de 1 ano e 10 meses que morreu em Leme após uma possível agressão do padrasto disse que não irá descansar até obter respostas sobre o que aconteceu. “Eu não vou deixar isso, eu quero justiça, eu estou gritando por justiça”, afirmou Sabrina Alburquerque.

Lorena Capeli morreu na madrugada de quarta-feira (17), na casa em que morava com a mãe e o atual companheiro dela, no bairro Itamaraty. O laudo preliminar do Instituto Médico Legal (IML) apontou a causa da morte como traumatismo craniano.

Luis Felipe Britto, de 29 anos, disse em depoimento à Polícia Civil que se irritou com a menina e a jogou em um colchão quando ela bateu a cabeça na parede.

Ele e a mãe de Lorena, Natália Oliveira Alves Nogueira, de 23 anos, estão presos temporariamente por suspeita de homicídio qualificado por motivo fútil.

Sabrina acredita na responsabilidade da filha e do parceiro, com que estava há três meses, nas agressões que resultaram na morte de Lorena. Ela esteve na casa no dia em que o corpo foi encontrado.

Segundo a avó, Lorena tinha marcas que tinha pelo corpo todo que aparentavam ser de agressão. Ela acredita que a menina estava sendo escondida pelo casal há algumas horas antes de ser encontrada.

Sabrina contou que já havia observado manchas roxas no peito, barriga e costas da bebê em outras ocasiões. Em 3 de abril, encontrou Lorena com a perna quebrada quando a pegou para viajar.

“Eu queria saber o motivo [da perna quebrada] e, para mim, ela [Natália] falou que a Lorena tinha escorregado no banheiro e quebrado a perna. Para outras pessoas ela falou que foi do berço. Ela não queria deixar ela viajar porque estava roxa de uma doença, perguntei que doença era essa e ela disse que já tinha marcado consulta, que já estava tudo certo. Mas não existe doença.”

A avó não acreditou na explicação e pediu mais informações. Mas Natália apenas teria pedido que ela passasse pomada nos hematomas durante os cinco dias em que ficou com a menina. “O estranho é que as manchas sumiram sem pomada nenhuma”, contou.

Sabrina contou que não tinha muito contato com Britto, com quem a filha estava há três meses, mas afirmou que Natália tinha histórico de agressividade e que no dia da morte de Lorena, ela teria defendido o parceiro na delegacia, afirmado que ele nunca faria nada contra a menina.

Além de Lorena, Natália tem um filho de 4 anos. Há dois anos, Sabrina entrou na Justiça para conseguir a guarda do menino alegando possíveis maus-tratos à criança.

No ano passado, a criança passou a morar com ela, mas o processo não chegou a ser finalizado e a avó aguardava uma decisão definitiva antes de entrar com um pedido de guarda de Lorena.

“Nem o papel da guarda compartilhada [do neto] tinha chegado para mim. Se eu conseguisse ganhar o meu neto, eu conseguiria lutar pela minha neta, mas eu já estava assim, fracassada, com o psicológico abalado, eu me sinto sem forças, porque nem meu neto eu consegui. Como eu iria lutar?”

Denúncias ao Conselho Tutelar

As agressões de Natália aos filhos, segundo Sabrina, teriam sido registradas no Conselho Tutelar de Leme, mas os conselheiros teriam informado que as crianças eram bem tratadas e não poderiam fazer nada.

Funcionários da creche em que Lorena estava matriculada também já haviam reportado ao órgão hematomas encontrados pelo corpo da menina.

Um dia depois da prisão do casal, a presidente do Conselho Tutelar, Ana Claudia de Lima, confirmou por telefone à EPTV, afiliada da TV Globo, que recebeu um comunicado que não tinha característica de denúncia. Fonte: G1 São Carlos

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